A importância da boa alimentação e sono para os profissionais de enfermagem

Os alimentos são grandes aliados para a imunidade do corpo em tempos de pandemia

Em tempos de pandemia pelo novo Coronavírus, cuidar da saúde se tornou objetivo unânime. Lavar as mãos, usar máscara, higienizar compras e manter o distanciamento social se tornaram parte da rotina dos brasileiros, mas os cuidados para quem enfrenta o vírus de perto vão além. Para os profissionais da saúde que lidam diariamente com o risco de contaminação, o uso de EPIs (Equipamento de Proteção Individual) é vital, mas o cuidado vai além: alimentação e sono são fundamentais para resistência do corpo nesse momento. 

Noites bem dormidas e alimentos frescos ajudam a fortalecer o organismo e a criar anticorpos – que podem evitar gripes, infecções e até viroses. Essa é a linha que segue Marta Cristina Bispo, técnica de enfermagem da UTI adulto no Hospital da Luz, em São Paulo, que faz acompanhamento nutricional há um ano. A paulista conta que mesmo antes da COVID-19, o que comer e quando espairecer passou a ser uma preocupação associada ao seu bem-estar.

“Criei o hábito de me alimentar bem depois de sofrer um AVC em 2014. Desde então, passei a olhar para alimentação de outra forma. Faço minha própria comida, evito alimentos gordurosos e bebo bastante água. Faço meu próprio hambúrguer quando estou com vontade de comer ‘besteira’, por exemplo. Para o trabalho, costumo levar alguns alimentos como frutas e iogurte. Além da minha rotina alimentar, faço atividade física de quatro a cinco vezes por semana. Os exercícios me ajudam a concentrar no trabalho também”, conta Marta.

Com o aumento da carga de trabalho por conta da pandemia, a técnica de enfermagem seguiu firme com as boas práticas que adotou. Apesar do estresse e rotina exaustiva, suas noites de sono são sagradas: 7 horas em média. Mesmo não estando na ponta da assistência de pacientes contaminados, Marta contraiu o vírus e precisou adotar medidas mais restritivas em casa. 

“Minha filha, de 12 anos, ficou assustada porque, com meu histórico de internação, associou a doença com outra possível internação, então tive que acalmá-la. Fiz da minha quarentena um momento para recarregar as energias com meu marido e filha, ler livros e reforçar minha fé. Eu sempre fui uma pessoa agitada, mas a fé junto com a atividade física me tornam uma pessoa mais calma, positiva e centrada”, finaliza a paulista.

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