Conheça o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar e entenda sua importância

Setor é responsável por criar e acompanhar protocolos com objetivo de reduzir riscos de infecção em prol da segurança assistencial 

Por se tratar de um ambiente vulnerável, pacientes internados estão mais suscetíveis ao contato com microorganismos existentes devido ao uso de alguns dispositivos invasivos como a sonda, cateter, ventilador mecânico, uso de antibióticos, procedimentos cirúrgicos – e a enfermagem tem papel fundamental no controle de riscos. Aí que entra, então, o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar, responsável por instituir medidas preventivas e de segurança em um hospital com objetivo de reduzir riscos de infecção e promover a segurança assistencial.

Para Daiane Patricia Cais, responsável pelo SCIH do Americas Serviços Médicos, que integra o UnitedHealth Group Brasil, o setor é essencial para a segurança do paciente. À frente de 16 unidades hospitalares, criando e acompanhando processos de melhorias, a enfermeira afirma que a integração e comprometimento das equipes – principalmente das lideranças – são a chave para mitigar riscos e infecções.

“Nosso papel é criar e controlar protocolos e processos partindo do princípio de que cada dispositivo e ambiente possuem um protocolo próprio, além do controle técnico e comportamental dos responsáveis na ponta assistencial. Sozinhos, não controlamos infecção. Aliás, o SCIH não controla infecção: quem faz a prevenção é quem está à beira do leito – então nosso maior objetivo é fazer com que as equipes compreendam os seus papéis na construção de um ambiente seguro ao paciente”, conta Daiane.

Cada hospital possui um SCIH local composto por uma equipe de médicos e enfermeiros responsáveis por monitorar, capacitar, analisar e divulgar os dados e inferências. A partir dos resultados da coleta de dados de infecção e do acompanhamento de pacientes, é estabelecida uma ação de prioridade em conjunto com o setor de Educação Continuada para determinada unidade, segundo Daiane.

“Fazemos um monitoramento constante e as visitas técnicas acontecem em todas as áreas de apoio do hospital – no refeitório, a água que o hospital recebe, o laboratório que presta serviço, até a cafeteria que tem circulação alta de visitantes. Oferecemos meios para capacitar os colaboradores, fazemos estatísticas para apontar os resultados e o reforço positivo (comemorar os bons resultados) é fundamental no processo para que entendam a importância do setor de Controle”, afirma a enfermeira. 

A boa relação do SCIH com quem está na ponta assistencial e o engajamento das lideranças para que entendam os resultados da assistência e infecção são próprios de cada setor (e não do Controle) – e são essenciais para construir uma área segura para o paciente, conta Daiane. “Nosso maior desafio como corporativo é o alinhamento das medidas preventivas frente a tantas diferenças entre as regiões do país. São diversas unidades hospitalares com profissionais, comportamentos e capacitações diferentes e é preciso ser incansável na busca de melhorias”, finaliza.

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