Dia do cardiologista: o papel da enfermagem no cuidado com o coração

Entenda as responsabilidades e atuação de enfermeiros especializados em cardiologia 

Dia 14 de agosto é comemorado o Dia Nacional do Cardiologista, profissional da especialidade médica que cuida do diagnóstico e tratamento de doenças e disfunções relacionadas ao coração e circulação sanguínea. A cardiologia é uma área ampla e não abrange somente o coração, mas sim todo o sistema cardiovascular envolvendo cérebro, pulmão e rim. Além da atuação médica, comum aos olhos da população, os enfermeiros também se especializam na área – e são de extrema importância para o diagnóstico e cuidado com o paciente.

O papel do enfermeiro na cardiologia é grandioso. O conhecimento e a base científica adquirida pelo profissional de enfermagem durante a especialização, é, muitas vezes, um fator determinante na recuperação de pacientes e em intervenções. Além da responsabilidade e cuidado com as alterações eletrocardiográficas e administração de medicamentos, são os enfermeiros que orientam e estimulam o paciente durante o processo de conhecimento da patologia. 

Para a enfermeira Andreza Lira Carneiro, de 33 anos, especializada em cardiologia e responsável pela UTI de Cardiologia e Neurologia do Hospital Carlos Chagas, em São Paulo, o trabalho da enfermagem vai além da teoria: é preciso dedicação e força de vontade. Durante a graduação em enfermagem, identificou a paixão pelo cuidado com o coração – e hoje se sente realizada em ajudar a salvar vidas.

“O enfermeiro que atua em uma UTI Cardiológica, por ter conhecimento teórico, consegue realizar um trabalho de acolhimento e prestar apoio psicológico ao paciente ‘prevendo’ o agravamento ou consequências da patologia que ocasionou a internação. Além do embasamento técnico, esse trabalho de acolhimento e suporte é fundamental para nós que atuamos em cardiologia”, comenta Andreza. 

Os enfermeiros especializados em cardiologia podem atuar em home care (assistência em casa) com pacientes recuperados, assistência ambulatorial, assistências em Unidades de Internação, Unidades Cardiológicas e de Terapia Intensiva e Unidades de Diagnósticos, como Hemodinâmica, por exemplo. Segundo Andreza, o maior desafio da área é colocar em prática todo o conhecimento adquirido. Com uma rotina intensa, a enfermeira acredita que é preciso cuidar da saúde mental e comenta que, muitas vezes, o medo tenta paralisar, mas afirma que é preciso persistir até o fim.

“Infelizmente, lidamos com óbitos e é algo que precisamos aprender a lidar desde o início, é necessário. Não é fácil, é um enfrentamento difícil e não se pode banalizar. Procuro trabalhar a mente mergulhando em estudos, leituras e descarregar a carga do trabalho na atividade física (que me ajuda muito)”, comenta a enfermeira. 

Natural de São Paulo, Andreza coordena uma equipe de 13 técnicos e se sente grata pelo caminho que escolheu trilhar. “Minha maior realização é ver um paciente em estado grave, com prognóstico ruim e sem expectativa de vida, se recuperar e nos agradecer pela vida. Isso não tem preço! É uma sensação muito gratificante e de dever cumprido”, finaliza a enfermeira.

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