Enfermeiro, técnico e auxiliar de enfermagem – entenda as diferenças entre eles

O dia a dia dos profissionais de enfermagem muda conforme os ramos de atuação em hospitais

A série Grey’s Anatomy (A Anatomia de Grey) retrata bem o dia a dia em um hospital – mas mesmo quem assistiu aos seus 356 episódios deve ficar em dúvida sobre a atuação dos profissionais da enfermagem. Vale explicar desde o início, então, que a categoria conta com três áreas iniciais de formação: auxiliar de enfermagem, técnico de enfermagem e enfermeiro. Além da capacitação primária, os profissionais têm um enorme leque de especializações que podem seguir durante a carreira, como cardiologia, neurologia, pediatria, oncologia, centro cirúrgico e outras. 

Entenda o ramo de atuação dos profissionais de enfermagem:

Auxiliar de enfermagem

Em um hospital, por exemplo, o auxiliar de enfermagem é responsável por procedimentos simples em setores ambulatoriais, como administração de medicamentos, aplicação de vacinas, curativos, higienização de pacientes e esterilização de material. Esse profissional lida com situações de baixa complexidade e atua sempre sob supervisão de técnicos e enfermeiros. O curso tem duração de até dois anos e requer estágio obrigatório – de três a cinco meses dependendo da instituição de ensino. Entre os campos da prática, passa por pronto-socorro adulto e infantil, pediatria, ortopedia, clínica médica, cirurgia e maternidade. 

Técnico de enfermagem

Os técnicos de enfermagem são capacitados para lidar com pacientes em casos de média e alta complexidade. Além das áreas de atuação do auxiliar, são preparados para trabalhar em clínicas de tratamento intensivo, centros cirúrgicos e unidade de tratamento intensivo (UTI) – o que os difere dos auxiliares. Sempre sob a supervisão de enfermeiros, os técnicos auxiliam no cuidado do paciente e também passam por estágio obrigatório nas respectivas áreas.

Enfermeiros

Os enfermeiros são responsáveis por coordenar o setor de atuação, equipe de auxiliares e técnicos e por procedimentos específicos que requerem sua capacitação, como PAI (Pressão Arterial Invasiva), sondas e procedimentos invasivos externos, por exemplo. No cuidado com os pacientes, são responsáveis por direcionar a rotina e medicações prescritas pelo médico e ajudam o técnico em determinados manuseios quando necessário. 

Enfermagem e o amor ao próximo

Formada recentemente em enfermagem, Barbara Iris da Cunha Bonvechio já atua como técnica há 16 anos. Vinda de uma família de enfermeiros (pais e irmãos), a paulista atua no Pronto Socorro Adulto do Hospital Pitangueiras, em Jundiaí (SP). Apaixonada pelo cuidado com o próximo desde pequena – com a forte presença da profissão em casa -, ela acredita que a enfermagem vai além do amor pela área. Aos 40 anos, afirma que, antes de qualquer capacitação para ingressar na carreira, é preciso ser um bom ser humano.

“Não acredito que fazer enfermagem ou trabalhar na área aconteça só por amor à profissão. Acredito no amor ao próximo. Enfermagem é ciência, é cuidado, é estudo constante. Ser enfermeiro, auxiliar ou técnico é ser um pouquinho de cada profissão, principalmente em tempos de pandemia”, lembra Barbara.

“Não estamos ali só para seguir os cuidados prescritos, temos que cuidar, acolher, conversar, ter cautela, ouvir a outra pessoa. O conhecimento é necessário para passar segurança ao paciente, que se encontra vulnerável, em qualquer situação ou enfermidade. Mas sim, além dos cuidados ‘normais’, o profissional da área precisa ter muito amor no coração e ser, acima de tudo, humano”, finaliza.

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