Home Care: a importância da segurança do paciente no atendimento domiciliar

Equipes de enfermagem adotam estratégias individuais para o atendimento de pacientes no lar

O maior desafio para os profissionais da saúde está na promoção do autocuidado para a segurança do paciente e, para auxiliares, técnicos e enfermeiros, o atendimento no lar requer mais atenção. O Home Care exige da enfermagem um cuidado mais estratégico, individual e acima de tudo, humanizado. Entre uma casa e outra, lares diferentes contam histórias particulares de pacientes e o esforço cognitivo dos hérois da saúde entre para a lista de atributos da profissão. 

A enfermeira regional Cristiana Baldessin Maina atua no Home Care da rede Amil e está há 15 anos na área. Natural do Paraná, a enfermeira acredita que para trabalhar no atendimento domiciliar é preciso mais do que dedicação e conhecimento técnico. “Os enfermeiros e técnicos precisam ter empatia em primeiro lugar ao cuidar de pacientes em domicílio. Diferente de um hospital onde o paciente se adequa a rotina do local, nós passamos a fazer parte daquele ambiente familiar – e existe um processo longo de aceitação e adaptação natural por parte das famílias”, conta Cristiana.

Responsável por uma equipe de 120 auxiliares, técnicos e sete enfermeiros, Cristiana afirma que o aprendizado é diário com os colaboradores e pacientes – cerca de 250 a 280 pacientes mensais de pequena, média e alta complexidade que passam pela gestão e cuidado dela. “Temos uma equipe multidisciplinar que atua diariamente conosco, principalmente o Serviço Social e Controle de Infecção. Foram anos implementando e criando processos e estratégias para elevar ao máximo o nível de atendimento e segurança dos nossos pacientes e colaboradores. Somos uma grande família!”, afirma.

Segundo Cristiana, além da gestão das equipes e do atendimento ao paciente, a gestão de conflitos também faz parte da rotina. “Quando entramos na casa de um paciente, é tudo muito novo para a família que vive uma vida independente e de atividades diárias. De repente, uma pessoa entra naquele lar e passa a conviver – às vezes diariamente – e existe um processo de adaptação. Ter esse entendimento e estabelecer uma comunicação clara de orientação é fundamental para o andamento do trabalho da enfermagem”, diz. 

Ao falar sobre os desafios da enfermagem no Home Care, Cristiana aposta na integralidade. “O conhecimento técnico a gente adquire, mas empatia é preciso querer. Conseguir olhar para o outro e dizer “eu não consigo sentir sua dor, mas consigo imaginar o que você está vivendo” é o primeiro passo para o cuidar no lar. Quando entramos na casa do paciente, ele está desnudado, com todos os seus problemas sociais, emocionais, financeiros e pessoais à tona. O enxergamos como é em sua essência”, conta Cristiana.

“No hospital você atende o paciente por um tempo, mas é ele quem tenta entrar na rotina daquele ambiente. No Home Care nós entramos na rotina e na vida dele e, se eu não conseguir olhar para ele e entender que é um ser humano cheio de particularidades e individualidades, eu não conseguirei trabalhar no Home Care”, finaliza.


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