Muito além da enfermagem: como o paciente pode ajudar a cuidar da própria saúde

No Dia Mundial da Segurança do Paciente, entenda a importância do cuidado da enfermagem para o cuidado do paciente

Em tempos de pandemia pelo novo Coronavírus, a mensagem ficou clara: os heróis da saúde também dependem de autocuidado e segurança para que pacientes estejam seguros. No dia 17 de setembro é comemorado o Dia Mundial da Segurança do Paciente e em 2020 a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou uma campanha de conscientização sobre a importância da segurança da enfermagem para a segurança do paciente.  

Desde a chegada da COVID-19, os profissionais da área redobraram a atenção com higiene durante a jornada de trabalho e criaram protocolos essenciais para o enfrentamento da doença. O paulista Antônio Carlos Garcia Júnior, de 37 anos, sentiu na pele a potência do vírus SarS-CoV-2 e viu de perto o risco de contaminação entre os profissionais da saúde. Com o suporte da equipe de enfermagem do Hospital Paulistano, Antônio entendeu a importância da enfermagem não só nas adversidades, mas no dia a dia de todos. 

“Me senti verdadeiramente em um spa. O tratamento e acolhimento durante minha internação no Paulistano foi incrível. A força dos profissionais de enfermagem e o cuidado com meu caso foram extremamente importantes para que eu continuasse na luta. Não me senti desamparado em qualquer momento – e passei a enxergá-los como fiéis amigos, não mais só como enfermeiros. Temos que reconhecer a importância desses profissionais e, principalmente, zelar por eles também”, diz.

Antônio descobriu a contaminação pelo Coronavírus no início de abril, quando precisou ser internado às pressas no hospital. Entrou em coma por oito dias e, ao acordar, ficou surpreso com o que havia acontecido. Assustado com os mais de 20 dias vivendo em ambiente hospitalar, o paulista reforçou a importância do autocuidado.

“Nunca fiquei doente ou precisei ser internado. Quando acordei do coma e soube pela equipe de enfermagem que eu tinha ‘dormido’ por oito dias, caí em lágrimas. Senti uma angústia enorme pensando na minha esposa e nos meus dois filhos, em como eles estavam e o que aconteceria se eu não tivesse aguentado. A minha demora em procurar ajuda poderia ter custado a minha vida e hoje, depois de tudo que passei e de toda orientação que recebi no hospital, entendi a importância da vigia e do autocuidado para o meu próprio bem”, desabafa Antônio.

No dia em que recebeu alta do hospital, ele passou a enxergar enfermeiros, enfermeiras e técnicos, na verdade, como anjos da guarda. “Eles estiveram 24 horas ao meu lado, me ajudando e ouvindo de madrugada, enxugando minhas lágrimas de saudade. Mesmo em um momento tão crítico e sem a presença da minha família, não me senti sozinho. Serei eternamente grato pelo que aprendi com a enfermagem”, finaliza.

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