Pacientes oncológicos exigem da enfermagem maior conhecimento técnico e segurança

Além do cuidado propriamente dito e assistência individualizada, o embasamento técnico é fundamental no tratamento de pacientes que enfrentam o câncer

O câncer é a segunda principal causa de morte no mundo segundo dados da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) – sendo que os tipos mais comuns são o câncer de mama, pulmão, próstata e estômago. Uma doença de enfrentamento difícil e que pede um cuidado e atenção de uma equipe multidisciplinar como enfermeiros e psicólogos, além da equipe médica. 

Para Tatiane Catleia Melo, enfermeira preceptora do setor de Oncologia do Hospital Paulistano, o tratamento de pacientes com câncer exige um cuidado individualizado da enfermagem, pois cada um tem sua peculiaridade. Há 5 anos na área, ela acredita que a capacitação e conhecimento técnico da enfermagem são fundamentais para uma assistência mais humanizada com pessoas que estão na luta contra o câncer.

“São pacientes que têm um entendimento profundo da doença e são críticos com os cuidados e protocolos propostos. Às vezes eles vêm ao hospital para medicação, mas às vezes querem apenas conversar, esclarecer dúvidas e dividir as aflições ou angústias. São indivíduos que carregam uma demanda emocional maior e, o embasamento técnico da equipe de enfermagem que atua na oncologia é capaz de oferecer um cuidado e assistência propriamente dita, ainda maior” conta Tatiane.

Segundo a enfermeira preceptora, o trabalho educativo nos setores da oncologia é importante para trazer os colaboradores ao universo real da doença. Para ela, a confiança do enfermeiro é fundamental para um tratamento com êxito. Em tempos de pandemia pelo novo Coronavírus, pacientes graves não puderam reduzir ou evitar o ambiente hospitalar devido às medicações e continuidade no tratamento – mas foi preciso mudar a rotina de atendimento e segurança desses pacientes.

“Adotamos algumas medidas para evitar a disseminação do vírus, como o isolamento empírico, redução de circulação de colaboradores no andar de pacientes internados. restrição do número de acompanhantes e uma força-tarefa para alinhar o agendamento de pacientes de rotina para uma única ida ao hospital, evitando a exposição desnecessária”, finaliza Tatiane.

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