Programa “Horizontes” aposta no desenvolvimento comportamental, autogestão e protagonismo da enfermagem

A ação visa capacitar e desenvolver enfermeiros(as), técnicos(as) e auxiliares de enfermagem para que atuem de forma consistente e sólida diante das adversidades da área

A Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou 2020 como o ano internacional da enfermagem – período em que é celebrado os 200 anos do legado de Florence Nightingale, a grande precursora e fundadora da categoria moderna. E, desde a chegada da pandemia pelo Coronavírus, a enfermagem conquistou olhares atentos de todo o mundo devido a força, integração e união das equipes de saúde primária no combate à COVID-19 – que evidenciou ainda mais a importância desses profissionais na vida de todos.

Com o propósito de acolher, instruir e desenvolver a maior força de trabalho na saúde do país, o departamento de Capital Humano do UnitedHealth Group Brasil – organização que integra Amil e Americas Serviços Médicos – criou o projeto “Horizontes”, um programa de desenvolvimento comportamental voltado aos profissionais de enfermagem com objetivo de trazer subsídios à área e ampliar as competências comportamentais dos profissionais à experiência do paciente.  

Entenda o programa 

O programa “Horizontes” será dividido em três grandes pilares – capacitação, desenvolvimento e carreira – e a proposta da organização é trabalhar as práticas assistenciais dos colaboradores de forma estratégica, focando no comportamento e autodesenvolvimento de cada um em um ambiente de aprendizagem virtual como o modelo de EAD (Ensino a Distância) adotado na pandemia. 

Entre os principais objetivos do projeto, estão:

  • Alavancar e contribuir para o desenvolvimento do profissional de enfermagem, por meio de uma jornada de desenvolvimento comportamental com diversas soluções de aprendizagem, e incentivar uma cultura de desenvolvimento continua;
  • Abordar temas de reflexões individuais de carreira e o papel de cada um como protagonista na construção da carreira na organização.

O projeto foi desenhado em conjunto com o setor de Práticas Assistenciais, Qualidade e segurança e Agentes estratégicos do Negócio e contará com a Linguagem Comum de Liderança – CLL (metodologia utilizada no UnitedHealth Group) como pano de fundo em  todos os pilares do programa desenvolvimento. 

“A enfermagem é o público mais expressivo da nossa organização. São mais de 18 mil colaboradores dentro do setor e nosso intuito é propor perspectivas ampliadas no que diz respeito à aprendizagem, carreira e desenvolvimento comportamental desses profissionais. Por meio de ferramentas que são tendências de mercado, pretendemos propor elementos que apoiem os profissionais de enfermagem na liderança de cada um e fazer com que enxerguem como estão gerindo a própria carreira”, afirma Joana Vecchia, diretora de Talentos do UHG Brasil.

A importância do comportamento além da técnica 

Para Gisele Rolim, especialista de treinamento do setor de Capital Humano do UHG, a enfermagem requer habilidades que vão além do conhecimento técnico: a autogestão, controle emocional e empatia são fundamentais para os profissionais enfrentarem as adversidades ocasionadas pela área – como no caso da COVID-19.

“Existe um volume de desligamento considerável no setor e, em sua grande maioria, o comportamento é o principal motivo. Isso acontece porque geralmente a avaliação do processo seletivo é voltada mais à competência técnica – e o comportamento do indivíduo nem sempre é avaliado na sua profundidade, até pela agilidade e urgência que geralmente esses processos demandam. Quando o profissional ingressa no dia a dia e no cuidado direto ao paciente, o comportamento se destaca, indo, muitas vezes, na contramão dos nossos valores organizacionais”, explica a especialista. 

Com a ascensão da COVID-19, a saúde mental e o desgaste emocional dos profissionais da saúde foram as principais pautas discutidas durante o ano, tornando o projeto “Horizontes” cada vez mais importante e necessário. Para a diretora Joana, a enfermagem foi colocada à prova diante do pior cenário vivido nas últimas décadas – e estar preparado(a) para enfrentar o desconhecido é essencial para não interferir na assistência  ao paciente.

“A enfermagem vem enfrentando grandes desafios por conta do contexto pandêmico e entendemos que lidar com ambiguidades e incertezas exige competências comportamentais como resiliência e versatilidade, por exemplo –  e são habilidades como essa que trabalharemos no programa Horizontes. Esperamos que o(a) profissional de Enfermagem tenha repertório para reagir às mudanças e adversidades de forma consistente e sólida, indo além da sua capacidade e competência técnica”, afirma Joana.

O importante papel das lideranças

O movimento das lideranças em relação ao programa foi positivo, segundo Gisele. “Percebemos um interesse das lideranças em trabalhar o projeto como um plano de desenvolvimento e de ação de endereçamento da pesquisa de experiência do colaborador – como uma ferramenta de acompanhamento e aprimoramento dos seus times – e visualizar se estão aplicando o conhecimento na prática. Esse envolvimento dos gestores é fundamental para que os colaboradores (e a própria liderança) atuem como protagonistas de suas carreiras”, diz Gisele. 

Ainda segundo a especialista, o treinamento oferecerá suporte e dará embasamento aos profissionais no desenvolvimento de novas práticas comportamentais e na construção de carreira – e ela acredita que o fator pandemia despertará maior interesse e adesão ao programa. 

Para a diretora Joana, o desafio está no engajamento desses profissionais ao modelo online de treinamentos e ensino.

“A pandemia nos permitiu experienciar, de várias formas, o formato digital que tem diversos benefícios como a facilidade e praticidade do acesso, independente de onde o profissional estiver, abrindo possibilidades e ampliando, de certa forma, a capilaridade, abrangência e inclusão dos profissionais aos programas. O nosso desafio, agora, está em transformar o modelo mental de um público acostumado com o físico, o presencial, para o virtual, de treinamento a distância e fazer com que se engajem e se dediquem ao desenvolvimento”, pontua Joana.

“O que vivemos nesses últimos meses nos trouxe a “certeza da incerteza” –  de que podemos sempre ser surpreendidos pelo inesperado, de que o mundo é inconstante e incerto, trazendo diversos desafios – e o profissional da saúde vai precisar se adaptar cada vez mais a situações adversas, como as que vivemos nesse ano. Esse programa é um convite aos nossos profissionais a promoverem o autoconhecimento e aprenderem a lidar com situações que fogem ao seu controle, estimulando não só o crescimento e desenvolvimento profissional, como o pessoal também”, finaliza a diretora.

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