Reiki e enfermagem: saiba mais sobre o benefício da técnica na saúde primária

Terapia utiliza energia vital para tratamento de doenças e ajuda a promover o equilíbrio físico, mental, emocional e espiritual 

O Reiki é uma terapia complementar de origem japonesa que utiliza a imposição das mãos para transferência de energia de uma pessoa para outra – e acredita-se que os centros de energia do corpo (conhecidos como chakras), quando alinhados, são fundamentais para o equilíbrio e bem-estar. A técnica – reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como prática integrativa e complementar da medicina – faz parte da grade curricular da enfermagem e aponta uma série de benefícios aos profissionais da saúde que aderem à ela.

Respiração e meditação são as principais técnicas utilizadas na aplicação do Reiki, método que auxilia no combate às doenças psicossomáticas e emocionais, revitalização do organismo, redução de dores e tensões, quadro de depressão e traz outros benefícios (não substituindo o tratamento convencional). Para Fernando Spacassassi, supervisor de enfermagem do Hospital Ana Costa em Santos (SP), a terapia complementar pode proporcionar mais qualidade de vida aos colaboradores – o que impacta diretamente na qualidade assistencial de pacientes.

“A enfermagem exige muita atenção e esforço cognitivo dos profissionais pela série de atividades realizadas ao mesmo tempo. Precisamos de concentração máxima e isso vai além da esfera do cuidado: o autocuidado, equilíbrio emocional e a empatia são fundamentais em nosso trabalho, então o Reiki proporciona essa busca”, afirma Fernando. 

Interessado pela terapia complementar desde o início da graduação, Fernando implantou um projeto piloto de Reiki e meditação no Ana Costa com o objetivo de acolher e promover a saúde da enfermagem e demais colaboradores do hospital. Fundamentado em técnicas humanizadas utilizadas em grandes empresas do mundo corporativo, o projeto foi abraçado pelo setor de Capital Humano com duração inicial de três a quatro meses para entenderem a adesão. 

“Durante o horário de almoço as pessoas procuravam o que fazer e muitas vezes ficavam ociosas. Foi quando surgiu a ideia de tornar a pausa um momento de acolhimento, gerando bem-estar a todos. Logo no início, contei com a ajuda de uma biomédica do hospital que se voluntariou e mergulhou conosco no projeto”, conta o supervisor de enfermagem.  

A chegada da pandemia 

Com a pandemia do Coronavírus, o projeto foi pausado e os estudos e pesquisas precisaram ser interrompidos, mas Fernando criou a própria estratégia para seguir com o trabalho de forma segura fora do hospital. “O projeto teve uma aceitação muito boa por parte dos funcionários e com a crise da COVID-19, algumas pessoas me perguntavam quando o projeto retornaria. Decidi fazer lives diárias de meditação em minha conta do Instagram durante 60 dias e com isso promover o bem-estar não só aos colaboradores do Ana Costa, mas a quem quisesse participar”, conta. 

Com expectativa de retomar o projeto, Fernando aposta no sucesso da terapia rekiana. “A saúde da enfermagem é essencial para uma melhor assistência e precisamos estar bem para cuidar do próximo. Procuro ressaltar que o Reiki não é uma religião ou esoterismo e que tanto a terapia quanto a meditação são práticas sustentadas pela ciência, com artigos que explicam a eficácia de cada teoria”, finaliza.

Mais conteúdos