#RelatoDeUmEnfermeiro: a atuação da enfermagem no Resgate em tempos de pandemia

A enfermeira Silvia Maria de Souza fala sobre os desafios da equipe de Resgate em tempos de pandemia do Coronavírus

“Os últimos meses foram intensos. Desde a pandemia do Coronavírus, muita coisa mudou. Retornei da licença maternidade no início de março e precisei assumir temporariamente a coordenação do Resgate da Amil enquanto minha coordenadora saia para ganhar bebê também. A jornada de trabalho aumentou e precisei me adequar à nova rotina administrativa, aos protocolos de segurança e adquirir expertise e conhecimento suficiente de todo o processo interno durante a maior crise epidêmica do mundo. 

Precisei adequar reuniões, orientar e reorientar colaboradores, gerir as equipes de trabalho e servir de apoio aos colaboradores que foram contaminados pelo vírus. Lidar com toda a situação foi muito impactante, mas ao mesmo tempo muito engrandecedora para mim. Eu precisei mudar e sair da zona de conforto para fazer dar certo. A responsabilidade, comprometimento, empatia dos colegas e a habilidade em lidar com o todo foram essenciais no caminho – e hoje está tudo sob controle, fluindo da melhor maneira.

A maturidade profissional e pessoal adquirida nesse período não tem preço. O manejo com as adversidades vividas por todos os profissionais da saúde foi surpreendente. Sempre fui uma pessoa ansiosa, mas busquei respirar fundo, acreditar e confiar no trabalho, focando em viver um dia de cada vez para manter minha saúde mental em dia e, consequentemente, a da minha equipe também.

O papel da enfermagem vai além da assistência em si: o gerenciamento de pessoas, gerenciamento administrativo e trabalho de qualidade fazem parte do nosso escopo de atuação profissional. Lidamos com problemas todos os dias e a pandemia mexeu ainda mais com o emocional de todos. Foi preciso muita conversa, orientação, treinamento e apoio para tranquilizar a todos. E para mim, o pensamento constante e autocobrança de dar conta de tudo que me assolava a mente, foi vencido – e fundamental para seguir firme minha jornada.

Acredito que a ‘profissional Silvia’ do início de março, era comprometida, um pouco ansiosa e otimista; mas a ‘Silvia de hoje’ tornou-se mais forte. Mais determinada, mais focada, mais amorosa. Não nega esforços aos desafios e aprendeu a contribuir integralmente não só no trabalho, mas em casa também.”

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