Vivência no Centro Cirúrgico auxilia técnicos de enfermagem que querem migrar para a Central de Material e Esterilização

A CME é conhecida como o “coração hospitalar” e é crucial para assegurar o controle adequado dos materiais que compõem os setores hospitalares

Responsável por garantir a limpeza, acondicionamento, esterilização e distribuição de todos os artigos médicos hospitalares, a Central de Material e Esterilização é conhecida como o “coração hospitalar” – e é através dela que os setores dão continuidade à assistência ao paciente. A CME trabalha para evitar riscos de infecção hospitalar e promover melhor segurança assistencial. Mas, apesar da importância do setor, a área é pouco conhecida pelos profissionais que optam em seguir a carreira na enfermagem. 

Para Marcia dos Santos Custodio Dias, coordenadora de enfermagem da CME do Hospital Pan-Americano (RJ), o setor exige dos profissionais comprometimento e paixão por processos. “Aos que querem migrar ou iniciar a carreira na CME, é preciso muita dedicação para entender e seguir a risca todos os protocolos e burocracias. Recebemos diversos instrumentos e para cada material há um protocolo a ser seguido e direcionado de maneira específica ao setor de origem”, conta Marcia.

Desde a retirada do material utilizado nas unidades à limpeza e esterilização de fato de cada item, o processo pode durar mais de três horas (dependendo do instrumento e precedente), segundo a coordenadora. “Aprender e entender o que acontece com cada material, como será usado e o que é preciso ser feito é um aprendizado mais demorado devido a importância e necessidade da atenção extrema ao manusear cada equipamento”, observa ela.

A vivência prévia no Centro Cirúrgico faz toda diferença para os técnicos(as) e enfermeiros(as) que atuam na CME por se tratar do setor que mais demanda instrumentos e materiais esterilizados, segundo Marcia. “Todas as unidades de um hospital passam pela nossa central, mas o CC tem uma peculiaridade ainda maior”, comenta ela. A principal missão da enfermeira está em mostrar às equipes como o material será utilizado no paciente para facilitar a visualização e reforçar a importância de cada etapa às equipes. 

“Diferente de quem está imerso no Centro Cirúrgico e que enxerga e entende o que será realizado no paciente, nossa equipe não sabe o fim do instrumento; fazer com que todos(as) compreendam o motivo daquele objeto passar por um processo longo de limpeza e esterilização é fundamental para que os protocolos sejam seguidos de forma correta e segura a todos”, afirma a coordenadora.

Ao ser perguntada sobre o maior desafio como gestora, Marcia acredita que quebrar vícios de colaboradores é uma etapa a ser vencida. “Mudar hábitos é mais difícil do que treinar profissionais iniciantes – e nossa maior missão é que todos os colaboradores e colaboradoras da CME entendam e sigam nossos protocolos de forma adequada e correta, sem qualquer risco aos nossos pacientes e demais colegas de profissão”, finaliza. 

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