Setembro Vermelho: o papel da enfermagem na conscientização de doenças do coração

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil e no mundo; enfermagem tem papel fundamental na prevenção de agravamentos das doenças

No dia 29 de setembro é celebrado o Dia Mundial do Coração, mas a comemoração tem duração o mês todo. Essa é a campanha Setembro Vermelho, que tem o objetivo de conscientizar e alertar sobre as doenças cardiovasculares, a principal causa de morte no mundo, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). No Brasil, mais de 289 mil brasileiros morreram de DCV em 2019 segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, enquanto 17,9 milhões são acometidos por essas doenças no mundo segundo dados da Federação Mundial do Coração (World Heart Federation). 

Com o objetivo de disseminar informações que visem educar a população para a adoção de hábitos saudáveis como a prática de atividade física, redução de consumo de alimentos gordurosos e a ingestão de açúcar e sal, o Setembro Vermelho destaca também o papel dos profissionais da saúde envolvidos no combate e prevenção de doenças do coração. 

Acontece que, além da medicina, a enfermagem é fundamental na luta pela saúde cardiológica. Segundo Carla Faria, enfermeira gestora da Unidade de Terapia Intensiva Cirúrgica do Hospital Pró-Cardíaco (RJ), uma equipe de enfermagem especializada em cardiologia tem capacidade e experiência para identificar precocemente sinais que levariam a uma parada cardíaca, por exemplo. 

“A enfermagem voltada para área de cardiologia é capaz de se antecipar a complicações e problemas graves que um paciente possa apresentar. O profissional capacitado tem habilidade e conhecimento para identificar degradação em um exame ou indicar alguma alteração precocemente. É uma área que exige aprimoramento constante de conhecimento e habilidades específicas que são determinantes na qualidade da assistência”, afirma a enfermeira gestora. 

Especializada em cardiologia, Carla está na enfermagem há 14 anos e acredita que o valor da profissão é imensurável. Aos 37, a carioca lidera uma equipe de 22 enfermeiros e 40 técnicos de enfermagem – e conta que o maior desafio da área está na capacitação de profissionais. “Manter a excelência do atendimento e no cuidado com pacientes de forma integrada à assistência da enfermagem é nossa grande missão”, conta ela. 

Carla acredita que a sociedade precisa entender e enxergar a importância e responsabilidade do papel da enfermagem – não só na cardiologia como em todas as áreas de atuação. “É um trabalho em conjunto o tempo todo. A enfermagem não funciona bem sem a medicina e vice versa. Sem o trabalho dos auxiliares, técnicos e enfermeiros não há sistema de saúde. ”, finaliza. 

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